Seja bem vindo!

Olá irmão em Cristo!
Queremos sempre encontrá-lo por aqui.
Abraços fraternos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A ORIGEM DO PRESÉPIO

O presépio talvez seja a mais antiga forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o conhecemos hoje.

A idéia surgiu enquanto o santo lia, numa de suas longas noites dedicadas à oração, um trecho de São Lucas que lembrava o nascimento de Cristo. Resolveu então montá-lo em tamanho natural numa gruta de sua cidade. O que restou desse presépio encontra-se atualmente na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Presépio (em hebraico ebus e urvã; em latim, praesepium) significa em hebraico “a manjedoura dos animais” mas a palavra é usada com freqüência para indicar o próprio estábulo.
Segundo o evangelista Lucas, Jesus as nascer foi reclinado em um presépio que provavelmente seria uma manjedoura, como as muitas que existiam nas grutas naturais da Palestina, utilizadas para recolher animais. Já São Jerônimo diz que o presépio de Jesus era feito de barro aproveitando-se uma saliência da rocha e adaptando-a para tal finalidade. Esta é, sem dúvida, a versão mais aceita.
O milagre de São Francisco - O presépio de São Francisco incluía uma manjedoura, acima da qual foi improvisado um altar. Nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo com a vestimenta de diácono cantou solenemente o Evangelho juntamente com o povo simples e pronunciou um comovente sermão sobre o nascimento do Menino Jesus.
Conta-se que naquela noite especial, enquanto o santo proferia as palavras do Evangelho sobre o nascimento do Menino Jesus, todos os presentes puderam ver uma criança em seu colo envolvida num raio de luz. A cena foi narrada em 1229 por Tommaso de Celano, biógrafo de São Francisco de Assis, na Vita Prima.
Passados mais de trinta anos São Boaventura também descreveu a mesma cena e, depois deles, outros e outros autores, descrevendo em minúcias as figuras esculpidas do Menino, da Virgem e de São José.
A partir de então, os presépios foram tornando-se cada vez mais populares e, além das figuras tradicionais do Menino Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, acabaram incluindo uma enorme variedade de personagens, como os pastores, os Reis Magos, a estrela e os animais.
Em muitos lugares a confecção das figuras do presépio virou tradição popular, como é o caso dos santons na França. E em muitos lugares os presépios viraram verdadeiras obras de arte. A tradição, no entanto, ganhou impulso renovado no século 18. De Nápoles, na Itália, o costume de construir presépio cada vez mais artísticos difundiu-se para Espanha e Portugal. E, aos poucos, o hábito de montar presépios nas casas na época do Natal foi tornando-se mais e mais popular.
Seja com modestas figuras de barro, seja com suntuosos personagens vestidos de tecidos raros, nas igrejas ou nas casas e, até, em representações teatrais o presépio é uma das tradições mais queridas do Natal. No Brasil, em muitos estados do Nordeste, até hoje a montagem dos presépios é acompanhada de danças e festejos conhecidos como Pastorinhas, versões brasileiras dos autos de Natal, que eram encenações do nascimento de Jesus típicas de algumas regiões da Europa, como a Provença, na França.
As figuras do presépio – Cada um dos elementos envolvidos no nascimento do Menino Jesus, há mais de 2.000 anos tem um papel muito importante: A Sagrada Família, os Reis Magos, os pastores, as ovelhas, a vaca e o jumento, e todos os outros que a imaginação popular resolveu incorporar à cena original.
Os anjos aparecem aos pastores de Belém contando que Jesus havia nascido e louvado a Deus. Estas figuras são, geralmente, representadas com instrumentos musicais, na suposição de que estejam cantando preces em louvor a Jesus.
Os pastores foram os primeiros adoradores de Cristo. Ligados a eles, estão os carneiros, mansas criaturas muitas vezes usadas para simbolizar a humildade de Cristo como Divino Pastor.
Nessa mesma noite sagrada, uma estrela andou pelou céu e se localizou em cima da manjedoura, transformando-se no símbolo do Divino Guia. Foi ela que orientou aqueles que acreditaram no nascimento de Jesus, inclusive os Três Reis Magos, que, segundo conta-se, vieram de algum lugar distante, no Oriente. Os três reis, muitas vezes apresentados como homens sábios, também foram saudar o recém-nascido. Para os cristãos, sua visita havia sido profetizada na Bíblia, no Salmo 71, e em Isaías, 60. Eram eles os reis que levaram presentes de incenso, ouro e mirra.
Não podem faltar no presépio a vaca e a jumenta. Se a vaca, produtora de leite e símbolo da Terra que nutre suas criaturas quase dispensa apresentações, a jumenta, que para nós é símbolo de ignorância, em muitas tradições e culturas é vista como animal sagrado. Por isso, não é à toa que é no lombo de uma jumenta que Maria grávida foge com José das perseguições do rei Herodes. Diz a lenda que foi a própria Maria que fez a jumenta, exausta da longa viagem, entrar na gruta e, assim, presenciar o nascimento do menino.
Os animais também são símbolos de que todas as criaturas do mundo, mesmo as mais humildes, reconhecendo e homenageando Cristo como filho de Deus, são acolhidas por ele.
O presépio não é apenas um enfeite de natal cristão, mas é a representação do que aconteceu a séculos atrás para que a humanidade fosse salva dos seus pecados, por isso que para os cristãos o presépio é tão importante principalmente sabendo do real significado que ele tem. O presépio pode ser feito de palha, de barro, de plástico em fim do material que quiser que o seu significado será sempre o mesmo.

Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Hoje é dia de Santa Cecília


Músicos.... Peçam a intercessão de Santa Cecília para seu Ministério!
fd
 
 
Santa Cecília

22 de Novembro

Santa Cecília Hoje celebramos a santidade da virgem que foi exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, pois em tudo glorificou a Jesus. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto assim que no século V uma Basílica foi construída em sua homenagem. Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas. No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da sua Paixão Cecília tinha sido uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido, com transparência, o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um Anjo guardava sua decisão.

Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o Anjo. Desse desafio Cecília conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o Anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. O Anjo colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia.

Colocada perante a alternativa de fazer sacrifícios aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que lembrava Cecília que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, ela respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida". Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou cortar-lhe a cabeça. Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: "Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro esposo". Estas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.

Santa Cecília, rogai por nós!
 


Paz e Bem!
Tauane MarceleGrupo de Oração Filhos da Misericórdia
Sábado - 19hs - Bairro Caminho Novo

Igreja São Geraldo Majela

domingo, 20 de novembro de 2011

Advento



“Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento” (Mc 13,33)
           
            Iniciamos, hoje, um novo ano litúrgico. Contemporaneamente, começamos nosso caminho de preparação para o Santo Natal, com o Tempo do Advento. O roxo, cor litúrgica destas quatro semanas, fala-nos de vigilância e de espera, espera que é esperança, pois Aquele que prometeu vir é fiel: não falhará. Na espera e na alegre vigilância, também não cantaremos o “Glória” na Missa e enfeitaremos nossas igrejas com muita simplicidade: estamos de sobreaviso, estamos esperando: o Senhor se aproxima!
                As leituras deste Primeiro Domingo são de uma intensidade enorme e nos jogam de cheio no clima próprio deste tempo: enquanto nos preparamos para o Natal, celebração da primeira vinda do Senhor, feito pobre na nossa humanidade, preparamo-nos também para a sua Vinda gloriosa no final dos tempos. Três idéias nos chamam atenção na Palavra que ouvimos; três idéias que sintetizam maravilhosamente os sentimentos que devemos alimentar neste santo Advento.
                Primeiro: somos pobres. A humanidade toda, por mais soberba e auto-suficiente que seja, é pobre, é pó! Violência, solidão, tantas feridas no coração, tanta falta de sentido para a existência, tanta descrença e superficialidade, tantas famílias destruídas, tantos corações vazios, tanta falta de paz, tantos vícios enraizados no coração, tanta vontade quebrada e fraca, tantas palavras bonitas e vazias, tantas promessas sem cumprimento algum... E o homem não se dá conta que é pó, que é insuficiente, que sozinho não consegue se realizar, porque foi criado para uma Plenitude que somente um Outro - o Deus Santo, Bom, Imenso e Eterno - nos pode conceder. Mas, nós cremos, caríssimos; nós, os cristãos, devemos ser conscientes da nossa pobreza e da pobreza da humanidade. Calam bem para nós o intenso lamento do Profeta Isaías: “Senhor, tu és o nosso Pai, nosso redentor! Como nos deixaste andar longe de teus caminhos? Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos como folhas e nossas maldades empurram-nos como o vento. Não há quem invoque o teu nome, quem se levante para encontrar-se contigo. Assim mesmo, Senhor, tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos”. Tão atual, caríssimos, esta palavra da Escritura! Exprime bem a humanidade perdida, sem graça, que busca plenitude onde não há plenitude: na tecnologia, na ciência, no consumo, na droga, na satisfação dos próprios instintos e vontades...
                Nós, cristãos, sabemos que nada neste mundo nos pode saciar. Como o restante da humanidade, também sentimos sede, também sentimos tantas vezes a dor de viver; mas nós sabemos de onde vem a paz, onde se encontra a verdade da vida, de onde vem a esperança. Por isso pedimos, pensando Naquele que veio no Natal e virá no Fim dos tempos: “Ah! Se rasgásseis os céus e descesses! As montanhas se desmanchariam diante de ti! Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de ninguém, jamais olhos viram que um Deus, exceto tu, tenha feito tanto pelos que nele esperam!” Eis nosso brado de Advento: Somos pobres, somos insuficientes, não nos bastamos, não temos as condições de ser felizes com nossas próprias forças: Vem, Senhor Jesus! “A vós, Senhor, elevo a minha alma! Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera” (Sl 24,1-3).
          E aqui temos a segunda idéia desta Liturgia santa: diante de nossa pobreza, colocamos nossa esperança somente no Cristo Jesus; esperamos a sua Vinda. O cristão vive no mundo, mas sabe que caminha para a Pátria, para Casa, para Cristo! Na segunda leitura deste hoje, São Paulo nos recorda que não nos falta coisa alguma, não nos falta esperança, não nos falta o sentido da vida, não nos falta a consolação, não nos falta a direção a seguir, porque aguardamos “a revelação do Senhor nossos, Jesus Cristo. É ele também que vos dará a perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo”. Caríssimos, a grande tentação para os cristãos de hoje é esquecer que estamos a caminho, que nossa pátria é o Céu. Num mundo de abundância de bens materiais, de comodismo, de consumismo, de busca das próprias vontades e dos prazeres, o perigo imenso é esquecer o Senhor que vem e que sacia o nosso coração. Quantos de nós se distraem com o mundo, quantos que têm o nome de cristãos estão tão satisfeitos com os prazeres e curtições da vida! Cristãos infiéis num mundo infiel; cristãos cansados num mundo cansado, cristãos superficiais e vazios num mundo superficial e vazio! E deveríamos ser luz, deveríamos ser sal, deveríamos ser profetas! Deveríamos ser inquietos e insatisfeitos com tudo que seja menos que Deus, nossa verdadeira Plenitude!
                Finalmente, o terceiro ponto. Conscientes da nossa insuficiência para sermos felizes sozinhos; conscientes de que somente no Cristo está nossa plenitude; certos de que ele virá ao nosso encontro, devemos estar vigilantes, devemos viver vigilantes! Nesta casa chamada mundo, nós somos os porteiros, aqueles que esperam o Senhor chegar. Escutai, irmãos, a advertência do nosso Senhor e Deus: “Cuidado! Ficai tentos, porque não sabeis quando chegará o momento. É como um homem que partiu e mandou o porteiro ficar vigiando. Vigiai, portanto, para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai!”
                Amados em Cristo, o Senhor nos manda vigiar! Vigiemos pela oração, vigiemos pela prática dos sacramentos, vigiemos pelas boas obras, vigiemos pela vida fraterna, vigiemos pelo combate aos vícios, vigiemos pelo cuidado para com os pobres. Vigia à espera de Cristo quem rejeita as obras das trevas! “O que vos digo, digo a todos: Vigiai!” Mais uma vez, a misericórdia de Deus nos dá um tempo tão belo e santo quanto o Advento para pensarmos na vida, para levantar os olhos ao céu e suspirar pela plenitude para a qual o Senhor nos criou. Não vivamos desatentamente este santo tempo de graça! Irmãos, irmãs, o Senhor vem: preparemo-nos para ele! Amém.

LEITURAS DO I DOMINGO DO TEMPO COMUM: 1ª Leitura: Is 63,16b-17.19b; 64,2b-7; 2ª leitura: 1Cor 1,3-9; Evangelho: Mc 13,33-37.


Contribuição de José das Mercês

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

HISTÓRIA DE SÃO JUDAS TADEU



Sua ligação com Jesus
São Judas Tadeu, nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. O pai, Alfeu, era irmão de São José e a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe.
Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.
Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .
Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.
É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).


A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas, aponta o importante: Judas Tadeu foi escolhido a dedo, por Jesus, para apóstolo. Quando os evangelhos nomeiam os doze escolhidos, consta sempre Judas ou Tadeu entre a relação. O livro dos Atos dos Apóstolos também se refere a ele (At 1,13). Além dessas vezes em que Judas Tadeu aparece entre os colegas do colégio apostólico, apenas uma vez é citado especialmente nas Escrituras. Foi no episódio da santa Ceia, na quinta-feira santa, narrado por seu sobrinho João evangelista (Jo 14,22). Nesta oportunidade, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, Judas Tadeu não se conteve e perguntou: "Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permaneces- sem fiéis a seu amor. Sem dúvida, nesse fato, Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão por todos os homens, para que se salvem todos. A fidelidade, coragem e perseverança dos Doze Grandes Homens do Evangelho, contribuíram para que o nome de Jesus viesse ser o mais admirado, citado e respeitado dos nomes.
A vida de São Judas Tadeu
Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciaram a construção da Igreja de DEUS, com a evangelização dos povos. São Judas iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém, realizado no Ano 50. A seguir, foi evangelizar a Síria, Armênia e Mesopotâmia (atual Pérsia), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o "zelote", que evangelizava o Egito.
A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu, foi realizado de modo enérgico e vigoroso, que atraiu e cativou os pagãos e povos de outras religiões que se converteram ao cristianismo. Ele mostrou que sua adesão a CRISTO era completa e incondicional, testemunhando sua fé com doação da própria vida.
São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).
No ano 70, foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.
Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio.
Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70.

Curiosidades acerca de São Judas Tadeu
  • Santa Gertrudes e São Bernardo de Claraval entre muitos outros Santos, também foram fervorosos cultivadores do culto a SÃO JUDAS TADEU. Santa Gertrudes escrevendo sua biografia, conta que JESUS lhe apareceu aconselhando invocar São Judas Tadeu, até nos "casos mais desesperados". A partir de então, cresceu a fé do povo na especial intercessão do Santo, principalmente nos "casos impossíveis".
  • Certa vez, Santa Brígida estava orando, quando teve uma visão de Jesus. Este lhe disse:

    Invocai com grande confiança ao meu apóstolo Judas Tadeu. prometo socorrer a todos quantos por seu intermedio a mim recorrerem.
  • Conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.
  • Devido à notoriedade de Tiago na Igreja primitiva, Judas Tadeu era sempre lembrado como o irmão de Tiago
  • No texto grego São JUDAS é chamado LEBEU que significa: "LEB" - CORDATO, BONDOSO, OU CORAJOSO. TADEU porém, vem da palavra siríaca "THAD" que quer dizer: MISERICORDIOSO, BENIGNO.
  • nome de São JUDAS foi muitas vezes substituído pelo de TADEU, por causa do nome de Judas Iscariotes, o traidor. Os próprios Evangelistas como São João, ao se referirem a São JUDAS TADEU, Apóstolo, diziam: JUDAS, não o Iscariotes ou o traidor.
  • Apóstolo cujo nome lembra o "traidor" de JESUS, Judas Iscariotes, teve sua devoção esquecida durante muitos séculos. Mas a Providência Divina se manifestou no momento oportuno, para exaltar as suas qualidades e notável humildade, transformando-o no querido e poderoso Santo intercessor das "causas impossíveis", que consegue junto ao CRIADOR as graças necessárias, em benefício de todos aqueles que buscam e procuram o seu inestimável auxílio.

domingo, 16 de outubro de 2011

Fortificai as mãos desfalecidas. Fortalecei os joelhos vacilantes. Dizei àqueles que têm o coração pertubado: Tomai ânimo, não temais, eis o vosso Deus." Isaías 35, 3-4.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Porque Grupo de Oração Filhos da Misericórdia?

Olá caros amigos!

Segue abaixo o trecho de um texto elaborado pelo Cristóvão juntamente com o Rafael Romano e que serviu de base para o início do projeto "Momento da Misericórdia". São vinte minutos apresentando a Misericórdia de Deus no programa Shalom e você, que é veiculado todos os domingos na Rádio Itabira AM 770.

Um abraço Fraterno a todos!

"...O porquê do nome filhos da misericórdia; Cada grupo possui um carisma. Os carismas eram comuns no início da Igreja. Basta ler os Atos dos Apóstolos e as cartas de São Paulo. Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritos aos grandes santos. Assim, pensava-se que os carismas eram para alguns homens e mulheres reconhecidamente santos, místicos e penitentes.
Os carismas são dons, graças, presentes, dados pelo Espírito Santo, “mas um e o mesmo Espírito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como lhe apraz” (ICor 12,11).
Os Carismas, portanto não são novidades trazidas pela Renovação Carismática Católica, a não ser no aspecto do seu exercício nos tempos atuais.
“A palavra ‘carisma (chárisma) é oriunda da língua grega e significa ‘dom gratuito’. Ela encontra seu significado fundamental na raiz que indica tudo aquilo que produz bem-estar; assim significa: ‘graça’, ‘dom, ‘favor, ‘bondade’; no sentido de fazer um dom gratuito, mostrar-se generoso. Assim, em nosso Grupo de Oração, partilhamos entre nós e com os irmãos este carisma a nós confiado – o da Misericórdia.
E o que é ser filho da misericórdia? A misericórdia apresentada por Jesus, várias vezes é base para compreendermos o que o Senhor espera de nós. Tomemos por exemplo por meio do evangelista São Mateus:
Ide, pois, aprender o que significa: ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores” (Mt 9, 13).
Esta palavra de Deus nos anima, pois nos faz concluir que o Senhor ama a todos indistintamente e não está a nos julgar, mas a nos esperar. Esta espera se traduz em conversão nossa a cada dia. (ou seja, num primeiro momento estamos todos caminhando buscando a conversão).

Já no contexto da palavra Misericórdia, que origina do latim, vem a expressão Miser cordis, ou coração de pobre (miserável). O Antigo Testamento, ao falar de Misericórdia não usa a palavra ‘coração’, mas útero (rahamim). O misericordioso é aquele que tem espaço interior para acolher a vida, as pessoas. Deus tem materna Misericórdia. Todos nós fomos gerados em seu divino ‘útero’. Ser misericordioso como Deus é ter espaço no coração para os irmãos.

É isso que queremos ao sermos chamados filhos da misericórdia, mostrar que somos pecadores, mas estamos em busca da conversão diária, e um dos passos a misericórdia é acolher também nossos irmãos com todas as suas misérias em nosso coração, fazendo com que eles experienciem conosco o movimento de volta a Deus chamado conversão e arrependimento."

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Depoimento


"FAZENDA DA ESPERANÇA É COISA DE DEUS
A fazenda mudou minha vida, não porque fui dependente químico, nem porque estava com depressão ou algo parecido, muito pelo contrário, sempre fui muito de bem com a vida e uma pessoa que ama desde sempre muito a Deus. Mas a fazenda trouxe ao meu mundo pessoas das quais não poderia me esquecer jamais, a começar pelo eterno amigo Benildo lá de Cunha/SP. E quando a fazenda veio para Itabira/MG ela trouxe no seu aconchego muito mais que ex-dependentes ou voluntários, trouxe a minha vida amigos e irmãos. Com eles aprendi e ainda aprendo a vencer todos os preconceitos e a ver no olhar um verdadeiro amor de Deus. Nossa, e quanta alegria trouxeram ao meu coração. Ivys é um outro irmão que trouxe a minha vida palavras de mansidão quando eu mais precisava, e sorrisos que se tornaram marcas de amor.. 
Como alguns da fazenda me chamam carinhosamente de Maria, assim aprendo a ser todos os dias. E tão feliz sou por poder compartilhar com os amigos da fazenda toda a alegria de ser uma jovem que ama acima de tudo a Cristo. 
Agradeço imensamente ao Romulo por me permitir estar ligada a esta casa abençoada em tudo, na festa de um ano em Itabira, na primeira Festa de são Francisco e em todos os dias. Sou grata a Deus por me permitir contribuir através da música, na caminhada desta família chamada Fazenda da Esperança. Posso orar todos os dias até o fim de meus dias, que não teria como agradecer o quanto vocês me fazem bem. O quanto sou feliz por poder completar aquilo que o mundo tirou. 

A verdade é unica: Caríssimos, eu amo vocês!
 

E você, venha conhecer, venha contribuir para que esta obra cresça cada dia mais."






Abraços fraternos e a proteção de São Miguel
Keity Carvalho