Seja bem vindo!

Olá irmão em Cristo!
Queremos sempre encontrá-lo por aqui.
Abraços fraternos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Porque Grupo de Oração Filhos da Misericórdia?

Olá caros amigos!

Segue abaixo o trecho de um texto elaborado pelo Cristóvão juntamente com o Rafael Romano e que serviu de base para o início do projeto "Momento da Misericórdia". São vinte minutos apresentando a Misericórdia de Deus no programa Shalom e você, que é veiculado todos os domingos na Rádio Itabira AM 770.

Um abraço Fraterno a todos!

"...O porquê do nome filhos da misericórdia; Cada grupo possui um carisma. Os carismas eram comuns no início da Igreja. Basta ler os Atos dos Apóstolos e as cartas de São Paulo. Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritos aos grandes santos. Assim, pensava-se que os carismas eram para alguns homens e mulheres reconhecidamente santos, místicos e penitentes.
Os carismas são dons, graças, presentes, dados pelo Espírito Santo, “mas um e o mesmo Espírito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como lhe apraz” (ICor 12,11).
Os Carismas, portanto não são novidades trazidas pela Renovação Carismática Católica, a não ser no aspecto do seu exercício nos tempos atuais.
“A palavra ‘carisma (chárisma) é oriunda da língua grega e significa ‘dom gratuito’. Ela encontra seu significado fundamental na raiz que indica tudo aquilo que produz bem-estar; assim significa: ‘graça’, ‘dom, ‘favor, ‘bondade’; no sentido de fazer um dom gratuito, mostrar-se generoso. Assim, em nosso Grupo de Oração, partilhamos entre nós e com os irmãos este carisma a nós confiado – o da Misericórdia.
E o que é ser filho da misericórdia? A misericórdia apresentada por Jesus, várias vezes é base para compreendermos o que o Senhor espera de nós. Tomemos por exemplo por meio do evangelista São Mateus:
Ide, pois, aprender o que significa: ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores” (Mt 9, 13).
Esta palavra de Deus nos anima, pois nos faz concluir que o Senhor ama a todos indistintamente e não está a nos julgar, mas a nos esperar. Esta espera se traduz em conversão nossa a cada dia. (ou seja, num primeiro momento estamos todos caminhando buscando a conversão).

Já no contexto da palavra Misericórdia, que origina do latim, vem a expressão Miser cordis, ou coração de pobre (miserável). O Antigo Testamento, ao falar de Misericórdia não usa a palavra ‘coração’, mas útero (rahamim). O misericordioso é aquele que tem espaço interior para acolher a vida, as pessoas. Deus tem materna Misericórdia. Todos nós fomos gerados em seu divino ‘útero’. Ser misericordioso como Deus é ter espaço no coração para os irmãos.

É isso que queremos ao sermos chamados filhos da misericórdia, mostrar que somos pecadores, mas estamos em busca da conversão diária, e um dos passos a misericórdia é acolher também nossos irmãos com todas as suas misérias em nosso coração, fazendo com que eles experienciem conosco o movimento de volta a Deus chamado conversão e arrependimento."

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Depoimento


"FAZENDA DA ESPERANÇA É COISA DE DEUS
A fazenda mudou minha vida, não porque fui dependente químico, nem porque estava com depressão ou algo parecido, muito pelo contrário, sempre fui muito de bem com a vida e uma pessoa que ama desde sempre muito a Deus. Mas a fazenda trouxe ao meu mundo pessoas das quais não poderia me esquecer jamais, a começar pelo eterno amigo Benildo lá de Cunha/SP. E quando a fazenda veio para Itabira/MG ela trouxe no seu aconchego muito mais que ex-dependentes ou voluntários, trouxe a minha vida amigos e irmãos. Com eles aprendi e ainda aprendo a vencer todos os preconceitos e a ver no olhar um verdadeiro amor de Deus. Nossa, e quanta alegria trouxeram ao meu coração. Ivys é um outro irmão que trouxe a minha vida palavras de mansidão quando eu mais precisava, e sorrisos que se tornaram marcas de amor.. 
Como alguns da fazenda me chamam carinhosamente de Maria, assim aprendo a ser todos os dias. E tão feliz sou por poder compartilhar com os amigos da fazenda toda a alegria de ser uma jovem que ama acima de tudo a Cristo. 
Agradeço imensamente ao Romulo por me permitir estar ligada a esta casa abençoada em tudo, na festa de um ano em Itabira, na primeira Festa de são Francisco e em todos os dias. Sou grata a Deus por me permitir contribuir através da música, na caminhada desta família chamada Fazenda da Esperança. Posso orar todos os dias até o fim de meus dias, que não teria como agradecer o quanto vocês me fazem bem. O quanto sou feliz por poder completar aquilo que o mundo tirou. 

A verdade é unica: Caríssimos, eu amo vocês!
 

E você, venha conhecer, venha contribuir para que esta obra cresça cada dia mais."






Abraços fraternos e a proteção de São Miguel
Keity Carvalho

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sofrimento, presente ou castigo de Deus?

A pessoa humana foi criada para a felicidade. Ninguém gosta de tristeza, de sofrimento e de dor. Mas, serve muito pensar sobre nossa atitude diante do sofrimento e da dor, tomar consciência de que o sofrimento está presente no mundo em múltiplas formas e manifestações, e que não podemos fugir dele de forma alguma. Resta-nos três caminhos: a revolta, a indiferença ou a aceitação. A revolta leva a pessoa ao desespero; a indiferença nos torna estáticos, deterministas, estóicos; a aceitação comunica-nos a paz e alegria profundas, e nos faz cristãos: seguidores e imitadores de Jesus Cristo.

O Sofrimento na Biblia
O homem bíblico, desde o Gênesis ao Apocalipse, pergunta-se por que o sofrimento e como libertar-se dele. Antes da vinda de Jesus o sofrimento aparece como uma estrada sem saída, fruto do pecado e como castigo de Deus pelo bem não realizado. O grito que perpassa toda a Sagrada Escritura é o pedido a Deus que nos liberte da dor e que nos dê a força necessária para suportá-la. Os salmos são o livro do homem sofredor que, na sua breve existência, depara-se com todo tipo de dor: física, moral, espiritual, a solidão, o abandono dos amigos, a lepra que devasta, a perseguição dos inimigos...O livro de Jó, que podemos considerar como o grande tratado antropológico da dor, faz-nos ainda mais críticos diante do sofrimento.
O sentido de impotência que nos advém quando nos deparamos com a dor deixa-nos ainda mais angustiados. O que fazer diante das pessoas que sofrem, e como reagir diante do nosso próprio sofrimento? Se Deus-amor não quer que o homem sofra, por que permite o sofrimento? São perguntas que, provavelmente, nunca terão uma resposta que nos deixe totalmente satisfeitos.
A repugnância à dor está inscrita no nosso coração e todos somos chamados a lutar contra ela. Superar a dor é caminho promissor para se chegar à felicidade plena.

Jesus nos ensina a Amar a Cruz
O encontro com Jesus de Nazaré, o amor que tenho para com Ele, a leitura do Evangelho e o desejo de imitar sua vida têm-me feito compreender melhor o caminho da dor. Aliás, fora de Jesus, não creio que encontremos resposta para coisa alguma. A vida tende para Jesus e por Ele somos atraídos e seduzidos. Contemplando-o nos vários momentos de sua existência terrena sabemos descobrir o caminho novo. A novidade trazida por Jesus é que Ele encerra o tempo das promessas e abre o tempo da realidade. Ele nos ensina como viver, amar, sofrer, morrer e ressuscitar.
A grandeza de Jesus é que Ele, encarnando-se, assumiu a nossa natureza humana plena, total, com todas as limitações, menos o pecado. De fato, o pecado não faz parte da natureza humana, ele entrou no mundo pela desobediência. Alguém como Jesus, que nunca desobedeceu ao projeto do Pai, não poderia ter o pecado na sua humanidade. Ele "se fez pecado" por nós e nos redimiu de todos os nossos pecados.
O projeto trazido por Jesus é libertar o homem do pecado, e para que isso possa acontecer Ele iniciou a sua história entre nós através do caminho da cruz e do sofrimento.
"Jesus tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o sobreexaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor." (Fil 2,6-12).
O nascimento, a fuga ao Egito, o trabalho em Nazaré, as incompreensões por parte do povo, dos seus seguidores e do poder constituído em Israel, formam a história de dor de Jesus, que tem o cume na morte de cruz. O caminho apresentado por Jesus aos seus seguidores é: renúncia de si mesmo, carregar a cruz e seguí-lo no seu nomadismo, onde não tem nem uma pedra para reclinar a cabeça... O amor à paixão de Jesus não é opcional na vida cristã, mas necessário para poder compreender o sentido da vida de Jesus.
Através da leitura do Evangelho, compreendemos que Jesus não queria sofrer e que em momento algum provocou o sofrimento, seu ou dos outros, e que fez o possível para aliviar a dor dos outros. Ele mesmo "gemeu e suplicou" ao Pai que o libertasse da cruz, do beber o cálice e da morte. Mas, consciente que era possível salvar a humanidade por este caminho, Ele assume a dor com a alegria interior de quem realiza na fidelidade a vontade do Pai.
Tenho encontrado muitas pessoas esmagadas pela dor e interiormente felizes. Uma das frases que ajudam-me a compreender o sentido da dor é de Santa Teresinha: "Cheguei a um ponto em que o sofrimento me dá alegria". A alegria de participar ativamente da paixão de Jesus. É o amor que leva a dar toda a vida pelo outro. É o amor do Pai que envia seu Filho Jesus. É o amor do Espírito Santo que consagra Jesus na sua missão e o amor de Jesus que dá toda a sua vida para nossa libertação e salvação. A força do amor é sempre maior do que qualquer sofrimento e, no amor, o sofrimento se faz alegria e vida.
O amor por Jesus gera os mártires da Igreja em todos os tempos e em todos os lugares do mundo. O sofrimento é possível entender na dimensão do amor: "Não há maior amor do que dar a vida por aquele que se ama". O servo sofredor de Javé, o Cordeiro manso levado ao matadouro apresentado por Isaías se faz realidade na pessoa do Verbo encarnado que, por amor, não volta atrás, mas oferece o seu rosto para que lhe arranquem a barba. Quando o peso das minhas "cruzinhas" se faz pesado aos meus frágeis ombros, o que mais gosto é de contemplar o crucifixo e saber que Ele, o Cristo, por amor morreu por mim. É nesse momento que a dor se faz leve e fonte de uma alegria imensa e incompreensível.
"O sofrimento não me é desconhecido. Nele encontro a minha alegria, porque na cruz se encontra Jesus e Ele é amor. E que importa sofrer quando se ama?" Santa Teresa de los Andes.
À luz de Jesus se entende a dor como fruto de amor e presente de Deus. Todos os santos, os grandes místicos nascidos do encontro com Jesus, pedem a dor como participação do sofrimento. A purificação é conseqüência do amor. Deus nos purifica porque nos ama, e existe em nós o desejo de nos purificar para "vermos desde já a Deus". O concílio Vaticano II, na constituição Gaudium et Spes, coloca em destaque como não é possível resolver os problemas existenciais, como o sofrimento, sem Jesus.
"Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno se vinculam com aquele desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do homem. Com efeito, no próprio homem muitos elementos lutam entre si. Enquanto, de uma parte, porque criatura, experimenta-se limitado de muitas maneiras, por outra parte, porém, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é ao mesmo tempo obrigado a escolher entre elas renunciando a algumas. Pior ainda: enfermo e pecador, não raro faz o que não quer, não fazendo o que desejaria. Em suma, sofre a divisão em si mesmo, da qual se originam tantas e tamanhas discórdias na sociedade. Certamente muitíssimos, cuja vida se impregnou de materialismo prático, afastam-se da percepção clara deste estado dramático, ou, oprimidos pela miséria, são impedidos de considerá-lo. Muitos pensam encontrar tranqüilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros porém esperam uma verdadeira e plena libertação da humanidade somente pelo esforço humano. Estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra haverá de satisfazer todos os desejos de seu coração. Não faltam os que, desesperados do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana desprovida de qualquer significado peculiar, esforçam-se por lhe atribuir toda significação só do próprio engenho. Contudo, diante da evolução atual do mundo, cada dia são mais numerosos os que formulam perguntas primordialmente fundamentais ou as percebem com nova acuidade. O que é o homem? Qual é o significado da dor, do mal, da morte que, apesar de tanto progresso conseguido, continuam a subsistir? Para que aquelas vitórias adquiridas a tanto custo? O que pode o homem trazer para a sociedade e dela esperar? O que se seguirá depois desta vida terrestre?" (Gaudim et Spes, 10).

por Frei Patrício Sciadini, ocd                               
Comunidade Shalom
 
 

Dica de Filme

Queridos amigos, vocês não podem deixar de ver o filme "Aparecida - O Milagre".



O filme conta a história de Marcos, empresário rico que teve uma infância pobre com pais muito religiosos em Aparecida. Atualmente é um homem sem Fé, voltado somente para as  conquistas materiais. Seu filho Lucas, com o qual tem muitos conflitos sofre um grave acidente. Marcos em desespero passa por uma transformação e pede a Nossa Senhora Aparecida que lhe conceda um Milagre e salve Lucas. Um filme comovente que narra o reencontro de um homem com a família e consigo mesmo através de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, com um final surpreendente.

É impossível não se emocionar.

Abraços. Bebel

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Significado de "Cingir os rins"

Queridos amigos, no último dia 08/08, durante a aula de Teologia que estamos participando, perguntei ao Padre Cléverson qual era o significado da expressão "cingir os rins". Ele me enviou uma explicação por e-mail a qual achei muito interessante e quero dividir com vocês. 
Abraços, Bebel.


"... O autor aqui compara os rins com a verdade. Ele deixa claro que o rim é um filtro e a verdade deverá ser como um filtro que preprara o cristão para a ação. Cingir os rins, portanto, significa se preparar para a luta, a batalha à luz da verdade que é Jesus.
Quando um israelita necessitava de liberdade para correr ou trabalhar, levantava a barra da túnica e a prendia no cinto, ficando com os movimentos mais livres.


Isso era chamado de "cingir os lombos", e a frase tornou-se uma metáfora para os preparativos, como em I Pedro 1:13.


"cingir os lombos" significa "colocar o cinturão". Antigamente, homens e mulheres usavam roupas soltas, e quando iam fazer algum trabalho físico amarravam um cinto para se movimentarem de forma livre, colocar o cinto fazia parte da preparação para o trabalho pesado.

Antes de colocar qualquer peça da Armadura, devemos "amarrar" a verdade em nós, o cinto da verdade. Esse cinto nos permitirá movimentos livres. Atente para dois versículos:

1. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32)
2. "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6)

Vestir a primeira peça da Armadura de Deus: a Verdade
"Mantendo-vos, portanto, firmes, tendo cingidos os vossos rins com a verdade…" (Efésios 6, 14a* Bíblia - Franciscanos Capuchinhos)



O cingir dos rins, ou lombos, é o primeiro passo, segundo a Palavra de Deus, na preparação para a guerra espiritual entre os cristãos e o mundo, compreendida como o papel do serviço do crente para a glória de Deus. No Antigo Testamento o cingir dos lombos é um passo preparatório, ou prévio, a uma tomada de acção relacionada com uma ordem específica de Deus. Aquando da instituição da primeira Páscoa, em antecipação à saída do Egipto, Deus ordenou ao seu povo que comesse, mas tendo primeiro cingido os seus lombos, portanto, preparando-se para o que se iria seguir:
"Comê-la-eis desta maneira: os rins cingidos, as sandálias nos pés, e o cajado na mão. Comê-la-eis à pressa. É a Páscoa em honra do Senhor." (Êxodo 12, 11).
Também no Novo Testamento, para além de Paulo, Pedro falou na preparação para servir (grego: "dio anazwsamenoi tav osfuav thv dianoiav", também traduzido: "cingindo os lombos do vosso entendimento"):
"Por isso, de ânimo preparado para servir e vivendo com sobriedade, ponde a vossa esperança na dádiva que vos vai ser concedida com a manifestação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os antigos desejos do tempo da vossa ignorância; mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede santos, vós também, em todo o vosso proceder, conforme diz a Escritura: Sede santos, porque eu sou santo." (1 Pedro 1, 13-16).
A Verdade é aquilo que filtra, prende a informação que nos influencia, em linha com a Palavra de Deus e o Espírito Santo, donde resulta o conhecimento. É como que uma rede, formada pela Palavra e pelo discernimento do Espírito, através da qual toda a informação é escrutinada, para dela obter o entendimento.




A importância da Verdade


(1) É pela verdade que somos salvos: "Foi nele, ainda, que vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Foi nele ainda que acreditastes e fostes marcados com o selo o Espírito Santo prometido, o qual é garantia da nossa herança…" (Efésios 1, 13-14).
(2) É pela verdade que somos santificados e crescemos na maturidade espiritual: "Consagra-os na Verdade; a Verdade é a tua Palavra." (João 17, 17).
(3) É pela verdade que as nossas mentes são renovadas e transformadas, da condição de ignorantes para a condição de nascidos de novo, pensando de acordo com a Palavra de Deus e agindo segundo o seu Espírito: "É isto, pois, o que digo e recomendo no Senhor: não volteis a proceder como procedem os gentios, no vazio da sua mente…nele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus: que deveis, no que toca à conduta de outrora, despir-vos do homem velho, corrompido por desejos enganadores; que vos deveis renovar pela transformação do Espírito que anima a vossa mente; e que deveis revestir-vos do homem novo, que foi criado em conformidade com Deus, na justiça e na santidade próprias da verdade." (Efésios 4, 17-24).
(4) A verdade é base da união cristã (Efésios 4, 5, 13).
(5) É pela verdade que a igreja é edificada (Efésios 4, 15, 25, 29).
(6) A verdade é essencial para adorarmos Deus: "Deus é Espírito, por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade." (João 4, 24).
(7) A igreja é um meio divino pelo qual Deus revela e manifesta a verdade: "…casa de Deus, esta igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade" (1 Timóteo 3, 15). Ver Efésios 3, 8-10.
(8) A verdade é o conhecimento ao qual nunca chegaríamos por nós mesmos, não fosse a graça de Deus em nos providenciar essa revelação. A verdade proporciona aos cristãos uma forma completamente nova de pensar e agir, que é dramaticamente diferente da do mundo (4, 1-6, 9).
(9) Jesus Cristo é a Verdade, logo desviarmo-nos da verdade é desviarmo-nos Dele: " Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim." (João 14, 6).
(10) A verdade expõe as ciladas, os esquemas e as mentiras de satanás. "E se eu perdoei - na medida em que tinha de o fazer - foi por amor de vós, na presença de Cristo, para que não sejamos enganados por Satanás, já que não ignoramos as suas maquinações." (2 Coríntios 2, 10-11).




Vestir a Verdade


Pilatos cinicamente perguntou a Jesus: "O que é a verdade?" (João 18, 38). Hoje em dia não falta quem pergunte o mesmo. A Bíblia assegura-nos que conheceremos a verdade, e ela nos tornará livres (João 8, 32). O profeta Isaías escreveu: "Brotará um rebento do tronco de Jessé, e um renovo brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor...justiça será o cinto dos seus rins, e a lealdade circundará os seus flancos." (Isaías 11, 1-5)
A armadura cristã é simplesmente a armadura de Jesus Cristo, vestir a armadura de Deus é revestirmo-nos de Cristo: "Sabeis em que tempo vivemos já é hora de acordardes do sono… Despojemo-nos por isso das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz....revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não vos entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus desejos" (Romanos 13, 11-14).
Vestirmos a verdade começa por colocarmos a nossa confiança em Cristo, Naquele que é a Verdade. E de seguida, implica viver num processo de santificação na verdade, segundo o projecto a longo-prazo: eterno, de Deus (João 17, 17, 19). Isto acontece quando e se deixarmos de seguir a forma de pensar antiga, pela transformação e renovação das nossas mentes através da Palavra de Deus e do seu Espírito (Romanos 12, 1-2; Efésios 4, 17-24). O que acontece quando o cristão não mente e fala a verdade no amor ao irmão, para sua edificação (Efésios 4, 15, 25, 29). Também implica que nos desviemos de tudo o que não seja a verdade (Filipenses 4, 8), e todas as formas de "conhecimento" que nos afastem de Cristo (Colossences 2). Significa em fim viver a Palavra de Deus e deixarmo-nos conduzir pelo Espírito Santo.

Cíngulo e uma espécie de corda em volta da cintura, cuja finalidade prática é ajustar a alva e prender a estola sob a casula; e a finalidade simbólica de se cingir os rins, tradição semítica que representa o respeito e a reverência ao sagrado durante as celebrações litúrgicas."

Pe. Cleverson Pinheiro
"aquele que Vos serve" - Mt 23,11b

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

As delicadezas do amor de Deus


"O amor consiste no seguinte: "Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória pelos nossos pecados" (I Jo 4,10).
O fato de sabermos reconhecer as delicadezas do amor divino na trama ordinária da vida é uma graça do Senhor. Moisés explicou isso ao povo muito bem ao enumerar as provações, os sinais e os grandiosos prodígios que presenciou: "Até ao dia de hoje, Javé não vos tinha dado um coração para compreender, olhos para ver e ouvidos para ouvir" (Dt 29,4).
Compreender é uma autêntica revolução! Não somos nós que andamos a girar à volta de Deus, para tentar atingi-Lo e amá-Lo, mas é Ele que gira à nossa volta, até que consiga encontrar uma brecha no nosso coração, "espetar um espinho na nossa carne" (cf. II Coríntios 12,7) para possibilitar que o Seu amor se precipite em nós.
Senhor, dá-nos um coração sensível à tua presença para que possamos reconhecer-te como Nosso Senhor e amigo."

Amigos, o autor deste texto é desconhecido mas a mensagem fala muito aos nossos corações sedentos do amor de Deus.

Abraços, Bebel